segunda-feira, 25 de maio de 2015

Inatividade física pode comprometer a saúde das crianças


Quando se trata de controlar o peso das crianças, reduzir o tempo em frente à TV e ao computador é tão importante quanto incentivar a prática de atividade física, diz a endocrinologista e especialista em obesidade infantil Maria Edna de Melo.

Maria Edna explica que "as crianças mais ativas têm uma tendência menor para a obesidade, pois o excesso de peso é resultado das calorias ingeridas menos a energia gasta por meio de exercício físico".

"A atividade física também promove o ganho de massa muscular, o que provoca gasto energético. Isso é importante para todas as pessoas, independentemente da idade", afirma a especialista.

De acordo com a endocrinologista, a atividade física é muito importante no processo de emagrecimento, porém o movimento deve fazer parte da rotina de meninos e meninas durante todo o dia. "Mesmo entre as crianças que se exercitam duas ou três vezes por semana, o tempo de inatividade física ao longo do dia pode comprometer a saúde", conta.

A inatividade física é o que os médicos chamam de "tempo de tela", referente ao período total em que a criança permanece em frente ao computador, videogame, televisão, tablet, entre outros aparelhos eletrônicos.

"É comum encontrarmos crianças que fazem atividade física duas vezes por semana, mas que passam de cinco a seis horas inativas por dia assistindo TV ou jogando videogame. Isso não é bom para elas", afirma Maria Edna.

Segundo a médica, apesar da efetividade do balanço energético para o controle de peso, a obesidade é uma doença complexa que também envolve fatores genéticos. "Por isso há pessoas que comem muito e ainda assim não engordam", fala.

Segundo a especialista, "a obesidade normalmente ocorre em indivíduos que têm uma predisposição genética, que são expostos a um ambiente favorável ao aumento da ingestão calórica e que reduzem a quantidade de atividade física".

Outro ponto importante defendido pela especialista é adotar a dieta do incentivo em vez das dietas proibitivas.

"Uma abordagem do tipo 'vamos comer mais legumes e salada' tem um efeito melhor para a perda de peso em crianças para incorporar uma mudança de hábitos do que uma dieta focada em proibição de alimentos", declara.

Segundo a médica, a mudança nos hábitos alimentares dos filhos exige que os pais deem o exemplo, passando por uma reeducação que envolva toda a família.

"Comer é um hábito social, mas também individual. Então tem algumas pessoas que adoram comer salada e outras que não toleram, assim como algumas pessoas adoram doces e outras não gostam", conta.

De acordo com Maria Edna, "essas preferências individuais provavelmente têm uma característica genética e também devem ser consideradas na hora de elaborar uma dieta de reeducação alimentar infantil".

"Não adianta falar para uma pessoa que adora doces para ela parar de comer doces. Temos sempre que buscar o equilíbrio", fala a especialista.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Quando o filho não gosta de estudar

Você passa por isso na sua casa? Veja como reverter a situação


A hora de fazer a lição na sua casa é sempre um tormento? Seus filhos reclamam, fazem de tudo para adiar a tarefa, até o limite do relógio? Pois saiba que você não está sozinha.

“Essa é a maior reclamação que eu recebo dos pais e crianças no consultório”, afirma a psicopedagoga Simone Gama. Se você se preocupa, está certa, já que a lição de casa tem papel fundamental no rendimento escolar do seu filho.

Uma pesquisa realizada pela PUC-RJ concluiu que alunos que fazem lição de casa têm uma média 14% maior em Língua portuguesa e 10% maior em matemática.

Os resultados indicam que estimular o aluno a estudar fora da escola traz resultados muito positivos. Mas como fazê-lo gostar de estudar?

Algumas condutas podem ser tomadas para crianças e adolescentes em qualquer faixa etária para estimular os estudos e reverter a situação:
Estabeleça uma rotina de estudo. A partir da disciplina, forma-se o hábito.
Pense na lição de acordo com os horários em que o seu filho tenha maior rendimento.
Valorize os estudos. Conte para a criança o quanto estudar foi importante para você e o que poderia ter acontecido caso não tivesse se dedicado.
Fuja das broncas, ameaças e castigos. Se adotar tal tática, a escola acaba sendo vista como algo negativo.
Abra-se para o diálogo. O seu filho precisa contar o que acontece no colégio.
Hábitos de leitura e passeios culturais incentivam o estudo.
Associe o que o seu filho está aprendendo em classe com a vida real. Peça para ele, por exemplo, fazer a lista do mercado, separar feijões ou ver o que está faltando na despensa.
Vá a todas as reuniões de pais e mantenha contato direto com os professores para acompanhar o comportamento das crianças.

Além dessas dicas gerais, é importante pensar em três fases escolares determinantes na vida das crianças e adolescentes: o 1° ano do Ensino Fundamental, o 6° ano do Ensino Fundamental e o 1° ano do Ensino Médio.

Cada uma delas deve ser vista de maneiras diferentes.

As primeiras grandes mudanças
No 1° ano do Ensino Fundamental, o seu filho está com 6 anos e vai aprender a ler e escrever. O tempo lúdico na escola diminui consideravelmente, o que pode deixá-lo confuso e cansado. Nesse período, é importante que os pais acompanhem de perto a lição de casa, por exemplo.

“Pode ser chato e cansativo, mas é necessário. A criança precisa de ajuda com a organização e de acolhimento em casa para entender as mudanças que estão acontecendo na escola”, afirma Simone.

O começo da adolescência
Quando chegam ao 6° ano do Ensino Fundamental, os filhos já estão sentindo mudanças no corpo e no emocional por conta da puberdade. Até o 5° ano, eles tinham no máximo 3 professores e agora podem ter até 10 – e certamente eles são menos maternais que antes.

Na mochila, há muito mais livros e cadernos, além de uma quantidade enorme de lição de casa e provas.

“É uma mudança muito grande. Os pais precisam se colocar no lugar dos filhos porque não é fácil para as crianças. A lição de casa já deve ser feita sozinha, mas os adultos precisam supervisionar, ajudar os filhos a se organizarem, fazer um calendário e cronograma de estudos.”, indica Simone.

Esse é exatamente o caso da Janaína, mãe do João Lucas, de 11 anos. “Quando ele mudou para o 6° ano, mudamos o João de escola. Antes, ele estudava no método construtivista, mas achamos que – para a sua evolução – o tradicional seria melhor dali pra frente”, relata a mãe.

Mesmo após o período de adaptação, ele ainda não faz a lição de casa sem a cobrança da mãe e de vez em quando recebe bilhetes na agenda de que anda desatento nas aulas.

“Como o método de ensino foi alterado, o tempo de adaptação é diferente. Ele nunca teve contato com provas e alguns tipos de trabalhos e cobranças. A mãe Janaína pode tentar ajudar o filho na organização da rotina de estudos. E é necessário ter muita paciência”, sugere a especialista Simone.

Rumo à fase final
É na época do 1° ano do Ensino Médio que a puberdade estoura. Junto com ela vem a sexualidade, o ápice da competitividade, a busca pela socialização, a preparação para o vestibular e a escolha da profissão, que – a princípio – será para sempre.

É nesse período que acontece a maior evasão escolar. Os alunos se sentem desconectados da escola e os índices de reprovação são enormes.

“A melhor orientação que eu posso dar é que construir uma boa base de estudos na infância garante uma adolescência mais tranquila. Mas não é impossível fazê-los se interessar pelos estudos”, comenta Simone.

O vestibular e a possibilidade a médio prazo de exercer uma profissão podem ajudar a aproximá-los dos estudos. Esteja sempre aberta ao diálogo.

Marina é mãe de Carlos Alberto, que hoje tem 24 anos, mas deu trabalho na escola desde criança. “Ele era disperso, brincalhão e nunca se interessou pelos estudos. Eu tive que cobrar a lição de casa e os trabalhos escolares até a adolescência”, lembra-se.

Com muito diálogo e paciência, conseguiu reverter o quadro, mas isso só aconteceu no 2° ano do Ensino Médio. “Nem acredito que hoje ele conseguiu se formar em administração, está fazendo um intercâmbio e, na volta, vai continuar a cursar o MBA, que deixou trancado”, revela.

Mudança de comportamento
Se seu filho mudou de atitude de maneira repentina, não se esqueça de que a socialização é extremamente importante para a vida escolar. Se ele fala que não gosta dos amigos ou dos professores, se se mostra apático e reclama muito para ir ao colégio, fique atenta aos casos de bullying.

Marque uma reunião com a professora e convide alguns amigos para visitar a sua casa, por exemplo. Assim, você tenta aproximar o seu filho dos novos colegas e consegue identificar se há algum comportamento estranho entre eles.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dia das mães

Durante a última semana, o Colégio Conviver celebrou o Dia das Mães com os alunos da educação infantil. Foram realizadas diversas oficinas e apresentações, com muita alegria, confraternização e emoção. Confiram!





segunda-feira, 18 de maio de 2015

Agradecemos a confiança!

É com muita alegria que a equipe do Colégio Conviver compartilha essas mensagens de depoimentos com vocês! 

Agradecemos a todos pela confiança em nosso trabalho, sempre!

Clique no link abaixo e confira!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

10 dicas de como conservar memórias da infância dos filhos

Antes de sair guardando tudo, vale selecionar os objetos mais significativos e guardá-los de maneira adequada, evitando o desgaste natural pelo tempo


Tudo o que diz respeito a um filho tem significado especial para os pais. Muitas vezes, porém, a vontade de guardar as lembranças, que vão desde marcos importantes até situações mais corriqueiras da vida da criança, é maior do que o espaço disponível em casa. O acúmulo pode abrir brecha para alguns descuidos em relação à conservação de cada lembrancinha, fazendo com que algumas delas estraguem com mais facilidade.

O primeiro passo, portanto, é adotar uma postura criteriosa em relação ao que será guardado - e, mais importante, por quê o objeto em questão merece esse privilégio em relação aos demais. Não é necessário guardar absolutamente tudo o que faz parte do cotidiano da criança. A dica é praticar o desapego e estabelecer uma meta de quantas coisas podem, por ano, ir para as caixinhas de recordações.

“Minha orientação é transformar algumas recordações em um foto-livro. Não custa caro, mas é trabalhoso porque você tem que fotografar e digitalizar tudo. Então, você monta um livro com todas essas fotos, como a primeira nota dez da criança, o primeiro desenho, e por aí vai. O importante é não guardar o que você realmente não quer e não precisa. É legal porque a criança pode ler e mostrar esse livro para outras pessoas”, aconselha Ingrid Lisboa, da Home Organizer.

A grande vantagem de guardar e cuidar desses itens da infância é a possibilidade de reviver os momentos especiais, principalmente depois que os filhos crescem. A memória não consegue armazenar, com exatidão, todos os momentos vividos pela família. Por isso, rever uma fotografia ou um trabalho da escola é como viajar no tempo.

“Os pequenos também gostam de se reconhecer nas lembranças, rever fotos antigas e brinquedos. Isso porque eles também revivem uma situação que a memória não alcança, por isso que é tão legal”, afirma a personal organizer Claudia Pilli, da OrdenArte.

Eternizando momentos

As possibilidades são infinitas e vão muito além dos trabalhos escolares da criança. É possível guardar a pulseirinha da maternidade, a primeira roupinha, o cobertor e a pelúcia favoritos, uma mecha do primeiro corte de cabelo. Enfim, vale o que a imaginação mandar.

Mas atenção: não dá para simplesmente juntar tudo e colocar em uma caixa, no fundo do armário. Cada um desses itens tem um método de conservação específico, que precisa ser respeitado. As roupas brancas, por exemplo, amarelam com o tempo e ficam com aquele cheiro de “guardadas”, além do risco iminente de mofar. O papel de seda azul pode até retardar esse processo, mas não é completamente eficaz.

“O melhor é guardar roupas, bichinhos de pelúcia e cobertores em sacos de reduzir o volume. Basta lavar as peças e deixá-las bem seca, sem nenhum resquício de uso ou sobra de pele, e guardar nos sacos. Assim o tecido fica muito mais conservado, sem o risco de amarelar ou pegar um cheiro ruim. Esteticamente não é bonito, mas dá para pegar esse saco e colocar dentro de uma caixinha, se for o caso”, explica Ingrid Lisboa.

Coisas pequenas, como uma mecha de cabelo ou o primeiro dente, precisam ser colocadas em caixinhas transparentes, sempre à vista. Por descuido e falta de atenção, essas lembranças podem ser facilmente confundidas com algum envelope sem importância, por exemplo, indo parar no lixo de casa. Também é importante que essas caixinhas sejam feitas de plástico, para evitar o aparecimento de bichinhos atraídos por matéria orgânica.

Brinquedos

A dica de Ingrid para guardar documentos, desenhos e outros papéis é apostar em caixas cartonadas, com furinhos, que deixam o ar circular. Para evitar que o mofo e as traças estraguem as lembranças, basta colocar algumas bolas de cedro dentro das caixas.

“É uma madeira com um cheiro delicioso, mas péssimo para as traças e insetos. É o que há de mais seguro para papel. Nada de usar produtos industrializados, que viram água e podem acabar manchando os desenhos e documentos”, ressalta a especialista.

E os brinquedos? Dá para escolher poucos, quando a criança tem aos montes? Apesar de parecer difícil, é possível. Em vez de escolher os mais bonitos ou mais caros, é melhor ficar atento aos favoritos dos pequenos.

“Eu sempre pergunto para os meus filhos quais são os brinquedos que eles mais gostam. É que nós temos a tendência que guardar os mais bonitinhos, mas precisa ser o mais significativo para eles. É o que realmente importa, porque tem um valor afetivo para as crianças”, ressalta Claudia Pilli.

Em vez de acumular ou simplesmente jogar fora, um caminho é doar os brinquedos que estão sobrando. Esse é um destino útil para eles, que farão a felicidade de outras crianças. Também é uma maneira de ensinar a importância do desapego desde cedo.

FONTE:http://delas.ig.com.br/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Na mídia - Dia das Mães


A psicóloga Fernanda Seabra, do Colégio Conviver, é a convidada de amanhã do programa Manhã da Globo, pela Rádio Globo, para uma entrevista especial de Dia das Mães. A especialista vai falar sobre a mãe de hoje que trabalha, mas que ao mesmo tempo continua sendo o seio da família e tem que ser o símbolo de equilíbrio e força.

Não perca a partir das 11h20, ao vivo, pela AM 1150 ou ainda pelo site:



terça-feira, 5 de maio de 2015

Crianças capazes de sentir empatia pelos colegas são mais populares

Nova pesquisa australiana mostra que conseguir se colocar no lugar do outro ajuda tanto para fazer novas amizades quanto para mantê-las ao longo do tempo


Um recente estudo australiano mostra que crianças que conseguem identificar o que os amigos sentem, querem e pensam são mais sociáveis. A pesquisa, feita pela Universidade de Queensland, analisou crianças em idade pré-escolar e escolar.

A popularidade de cada criança foi medida através de nomeações por colegas de classe e avaliações dos professores.

O estudo mostra também que essa característica é importante na vida tanto das crianças mais novas, quando fazem amizades, quanto das mais velhas, para manter esses laços conforme crescem.

A pesquisa, publicada na revista "Child Development", também notou diferenças entre as interações sociais de meninos e meninas. Para elas, a amizade envolve mais intimidade e resoluções de conflitos. Isso pode apontar que as meninas precisam usar mais sua sensibilidade do que os meninos.

“Nosso estudo mostra que treinar as crianças para serem mais sensíveis aos pensamentos e sentimentos dos outros pode melhorar suas relações com os colegas. Isso pode ser particularmente importante para crianças que lutam com o isolamento social”, afirma Virginia Slaughter, professora de psicologia na Escola de Psicologia da Universidade de Queensland e autora do estudo, em comunicado. 

Teoria da mente

Ter empatia pelos colegas, ou seja, conseguir se colocar no lugar do outro e entender o que ele pensa, sente e quer é uma habilidade muito importante em episódios de interações sociais. Essa habilidade é classificada por estudiosos como teoria da mente.

A análise australiana foi baseada em 20 estudos diferentes que abordaram a relação entre a teoria da mente e a popularidade. Foram analisadas 2.096 crianças de dois a dez anos da Ásia, Austrália, Europa e América do Norte. A amostragem incluía crianças de diversas classes sociais, mas a predominância era de classe média. Em 17 estudos, a maioria das crianças era caucasiana.